Resenhas

#Resenha Os Elefantes não Esquecem – Agatha Christie

Atenção: Se você ainda não leu o Julgando pela Capa desse livro, clique primeiro aqui > JPC Os Elefantes Não Esquecem


Hello, LiteraBabies!

Vim aqui hoje com a missão de contar um pouco sobre o que achei de uns dos casos da nossa finada Rainha Agatha Christie. Então, sem tempo a perder vamos lá!

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A história começa com a Sra. Oliver ficando linda e maravilhosa para um evento literário onde será homenageada. Ela é uma nada humilde escritora de romances policiais (referência à finada Cristina?)  Que tem problemas em lidar com grandes públicos e seus muitos fãs.

“No fundo, pensou a Sra. Oliver, era como se ela fosse uma atriz principiante querendo se ambientar no palco sem ajuda de um diretor.” (Ou seja,  nós na vida)

É logo nesse momento que conhecemos uma senhora da pesada chamada Sra. Burton-Cox,  que se diz fã da pobre escritora e já a deixa apavorada nos primeiros momentos em que se apresentam. Porém, Sra. Oliver estava mais do que certa em duvidar de algo que parece muito fácil. A nova BFF da Sra. Oliver quer investigar a morte dos pais de sua afilhada e explica que ninguém sabe quem matou quem primeiro, mas que estão os dois na “cidade dos pés juntos”. Essa senhora poderia ir à Baker Street consultar o Sr. Holmes? Poderia. Poderia ter perguntado à afilhada? Poderia. Mas, não. Ela queria fazer a nossa querida Sra. Oliver de detetive. Simples assim. E conseguiu.

Com a curiosidade despertada a Sra. Oliver vai à procura de Hercule Poirot que, com movimentos muito bem calculados consegue umas pistas aqui, uns contatos acolá, entrevistas com suspeitos e consegue ir esclarecendo o caso enquanto eu aprendia francês (sério, gente, sou ruim com francês, mas leio Poirot falando “Mon cherrie” e finjo que estou em Paris. Tudo certo!)

Vou abrir aqui um parêntese pra dizer que os temas dos dois primeiros capítulos me fizeram imaginar que o elefante fosse a Dona Olivia (hahaha), mas errei.

Então, é usado um raciocínio interessante para explicar a escolha do tema que não vou contar aqui.
Algo que me chamou atenção foi o fato da Dona Olivia querer tanto saber o motivo de a questionarem sobre o assassinato. Ela não tava nem aí para o caso em si de início, e sim intrigada por perguntarem a ela! Mas, porque, Senhoooor? Poirot pareceu concordar comigo, mas deu uma explicação satisfatória:

“Não vai ser fácil desvendar esse mistério e, além do mais, não vejo razão para nos envolvermos. (…) A curiosidade humana é fantástica. A ela devemos tantas coisas! Curiosidade.” – Hercule Poirot

Ainda assim, não pude deixar de imaginar que se eu escrevesse romances policiais e alguém me perguntasse algo do tipo, eu ficaria curiosa com:
1. O caso e depois usaria a ideia para uma história.
2. Por que perguntaram. Não por que perguntaram para MIM, mas simplesmente o motivo da pergunta. Talvez me achassem uma vidente dos crimes por ser uma escritora de romances policiais. Eu abraçaria efusivamente a pessoa por me dar uma nova ideia! Mas, a Dona Olivia é alguém bem peculiar e graças a ela temos um caso para desvendar!

Então, Olivia (~Palito~) resolve investigar e questionar e fuçar e ser abelhuda porque só contatar Hercule Poirot não foi suficiente. Podemos vê-la caçando vários elefantes com bastante destreza. Como assim? Só lendo pra saber. A escolha da capa foi muito bem explicada e nada tem a ver com a chuva radioativa que falei no #JulgandoPelaCapa (Se bem que seria totalmente demais). Porém, acertei em um dos meus pré-conceitos: Os elefantes viram muita coisa!

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O desfecho dessa história é bem interessante, e macabro. Amei, até por que me lembrou outros contextos. É o que eu digo sempre sobre Agatha Christie: Nunca julgue pelo título “simplório” que ela colocou. Porque de simples só tem o título. A criatividade para detalhes que nossa Rainha do Crime tinha é realmente admirável. Eu até suspeitei de uma pessoa certa mas pelos motivos errados, então foi só meio ponto pra mim. É importante separar os boatos dos fatos e eu errei em alguns, o que foi ótimo, pois fiquei com aquela raivinha básica de “como eu não percebi esse detalhe?” e isso faz o final valer a pena… Você vê que quase acertou e aí nasce o vício de tentar acertar no próximo caso.

E o melhor de tudo, em minha opinião, vem agora: apesar do contexto sério, o detetive protagonista consegue te arrancar umas risadas com sua obsessão pelo bigode e os momentos que se faz de inocente sobre o caso para melhor interrogar seus suspeitos. Tudo isso com a maior classe de um detetive belga!

Termino essa resenha com duas notas mentais:
1. Vivemos num zoológico. 
2. Eu queria ter dentes de marfim também.

Espero que leiam e me contem se conseguiram acertar seus suspeitos! Xoxo

Por Lua


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