Resenhas

#Resenha Carta de Amor aos Mortos – Ava Dellaira

Olá, leitores queridos e que estão lendo essa resenha por possível interesse. Olha… a responsabilidade de influenciar outra pessoa a ler um livro ou não é séria, mas a escolha é sua. Bom, ai vou eu, ai eu vou. Antes de tudo, peço para que, se está pisando pela primeira vez neste blog, por este post, você deve comparecer imediatamente à uma postagem relacionada ao que vou escrever aqui: o Julgando Pela Capa, desse mesmo livro. Sim, pois se você não fizer isso acredito que vai ficar boiando em algumas coisas, sem entender se julguei certo ou não, e sem saber o que eu fiquei de responder aqui.

Vai lá, te espero (muitos momentos depois).

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Voltou rindo ou curioso? Então, agora vamos seguir já que você entendeu como funciona o esquema…

Como eu disse no JPC desse livro, eu tive uma relação com esse livro antes mesmo de lê-lo, pois eu fui ao evento aqui na minha cidade que a autora veio para autografar os livros e bater um papo com os leitores. Sim, você leu certo, eu conheci a autora. E sim, você leu certo, ela autografou meu livro. Isso cria uma baita pré-impressão, além do que a Avinha (somos bffs, ok?) é um amor de pessoa! Tiramos fotos e tudo. Claro que deveria ter sido muito mais emocionante se eu já tivesse lido e soubesse do que se tratava, mas mesmo do jeito que foi eu amei.

Agora que contei meu segredo pra vocês, vamos ao livro em si.

Após ler Carta de Amor aos Mortos, (percebi agora que os livros das minhas resenhas são relacionados a cartas, perceberam? A última carta de amor… essa… Talvez eu esteja querendo receber uma carta? Nunca te pedi nada!) definitivamente posso dizer que ele não trata de nenhum dos possíveis temas que eu sugeri no JPC; que eram sobre significados dos sonhos, astrologia ou zumbis. Apesar de em alguns momentos eu me perguntar se o que estava sendo dito era real ou não, mas acredito que era só “viagem” da personagem principal, ou quem sabe viagem da minha pessoa mesmo.

A história é toda contada por cartas que a Laurel escreve para os seus ídolos e da sua irmã May. Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop. A ideia surgiu de uma atividade no primeiro dia de aula e isso foi a válvula de escape para a mesma conseguir superar, entender e descobrir a própria identidade (não que ela tivesse uma identidade falsa, ou nada do tipo. Era questão de personalidade sabe? Quem sou eu? Pra que sirvo? E essas coisas que todos passamos na vida).

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A Lau (me torno intima dos personagens sim) trata essa tarefa que a profe mandou fazer, como se fosse seu diário e deixa pra lá o exercício. Ousada, né? Ainda mais tendo a cobrança do exercício em quase todas as aulas. Quem nunca passou por isso no colégio, que seja o primeiro a comentar.

Falando nisso, a Laurel acabou de se mudar de escola, mas não foi uma mudança porque ela teve que mudar de cidade, ou os pais de emprego… Não. Foi por escolha dela, após uma grande fatalidade na sua vida: sua irmã mais velha, May, havia falecido. Triste não é?! Isso é o que você acha no começo, mas ai depois fica 10 vezes mais triste. Os pais haviam se divorciado, ela estava com crise de identidade e numa escola nova. Tinha tudo pra pirar, né? Mas não. Na maior parte das vezes ela guardou tudo para si mesma, aceitou muita coisa calada e nesse ponto eu me identifiquei bastante com ela. Isso fez da Laurel uma pessoa passiva à própria vida e à sua irmã, viva nas suas lembranças.

Por falar nela, a história gira praticamente em torno da May. Sim. Laurel ama sua irmã mais que tudo. Idolatra. Glorifica de pé. Sempre admirou a sister e quis se parecer com ela. Confesso que tem horas que isso incomoda um pouco e faz a Laurel ser muito ingênua, imatura e determinar suas ações por causa do que sua irmã faria e isso trouxe traumas fortes pra ela. Na verdade consequências pra ambas. E dá tanta peninha, vontade de ir lá e ser amiga dela e ajudar a bichinha nessas coisas, porque querer parecer outra pessoa não é o caminho que vai resolver sua vida.

No decorrer da história ela luta contra o luto e a saudade da irmã, questões da infância (que como eu já falei ela ignorou ou por se sentir culpada ou guardou tudo para si) aceitar a separação dos pais e chega a enfrentar grandes desafios por amizade.

“Queria que Sky me visse como perfeita e linda (…). Mas, na verdade, todos nós temos sangue e entranhas. E, por mais que eu estivesse me escondendo dele, acho que parte de mim sempre quis que Sky me visse de verdade (…). Mas não somos transparentes. Se quisermos que alguém nos conheça, precisamos nos revelar a essa pessoa.” Página 296

Na escola ela encontra novas amigas e um namorado. Isso é coisa boa, não é? Mas nem tudo são flores, porque o livro é tão realista de um jeito, que com certeza você já deve ter visto casos semelhantes por ai ou até mesmo vivido.

O que importa é que apesar de chegar num ponto e perguntarmos “será que as coisas vão se acertar?” Elas realmente se resolvem (demos graças à autora) da melhor forma possível e dá pra entender o porquê disso e daquilo. E a lição mais importante que Laurel aprende e nos ensina: você saber lidar com o que acontece na sua vida, saber falar sobre isso com quem realmente se importa com você e se aceitar do que jeito que é. Com ou sem traumas você é uma pessoa e merece ser feliz.

Ok, isso ficou muito autoajuda? Talvez. Mas vocês não vão me julgar, não é?

Por Téh


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2 comentários em “#Resenha Carta de Amor aos Mortos – Ava Dellaira

  1. Legal” Eu um dia já quase comprei esse livro. Mas desisti nem lembro porque, só lembro de ter lido a sinopse e de ter gostado.
    Espero um dia conseguir. Achei bem interessante a história.
    Parabéns pela resenha, está incrivel!
    #resenhas

    Curtido por 1 pessoa

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