Resenhas

#Resenha Uma Curva no Tempo – Dani Atkins

Para começar já digo que esse livro não foi como eu esperava, mas isso não quer dizer que não tenha sido bom. Foi bom sim. Foi lindo. Foi surpreendente.

O que acontece sempre é que crio uma historia antecipada na minha cabeça. Bem, talvez isso seja culpa da sinopse, ou seja, para isso mesmo que ela existe. Ou pode ser culpa de como eu julgo a capa. Se você não tá entendendo leia o #JulgandoPelaCapa que você vai compreender.

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Seguinte, Uma Curva no Tempo é da autora Dani Atkins (saúde) e publicado pela Editora Arqueiro. Ganhei esse livro de uma amiga que participa de um grupo de leitoras que eu e a Lua estamos. Fizemos uma troca dos livros que já lemos e foi ele que eu levei para casa.

Esse livro conta a história da Rachel e seus amigos em dois momentos bastante diferentes. Podemos destacar o boy (bonitão e popular Matt, que não gostei muito), o friendzone (inseguro e fofo do Jimmy, que a gente começa a shippar) e a bff (amiga divertida e verdadeira. Mistura perfeita, né? Essa é a Sarah). A história começa quando eles e mais três outros amigos estão num restaurante para comemorar o término do colégio e a ida para a faculdade.

“(…) algumas amizades resistem a qualquer distância, separação e negligência mas outras pessoas, que eu pensara que sempre estariam em minha vida, pessoas importantes, de alguma forma haviam desaparecido.”

Papo vai e comida vem, acontece algo terrível: um carro desgovernado invade o restaurante, mais precisamente onde a turma estava celebrando.  WHAT?!? Nesse momento foi como se eu tivesse lá vendo tudo (ainda bem que não), até parei e respirei fundo.img_8502

E ai vem a noticia bombástica, que ninguém tá preparado (apesar de estar na sinopse): Jimmy acaba morrendo fatalmente nesse acidente porque ele salvou a Rachel (que ele ama e deu literalmente a vida por ela). Gente, ele foi corajoso num grau. Quem faria isso por outra pessoa? Claramente só quem ama demais. Ele foi um herói morto, mas herói. Bem trágico, não é? Até pior que Romeu e Julieta que pelo menos puderam aproveitar um tempinho juntos. Já o Jimmy no dia que ele criou coragem para dizer que amava a Rachel, o menino vai e mostra que a ama sem palavras e com uma atitude que foi definitiva pra ele, coitado. Poxa, Dani, ai você faz a gente chorar.

“Você acha mesmo que Jimmy ia querer isso para você? Vê-la sozinha? Pelo amor de Deus, Rachel, ele estava tão apaixonado por você que sacrificou a própria vida para salvar a sua!”

Bem, 5 anos depois do acidente os amigos vão se reencontrar para o casório da Sarah. Todo mundo mudou, literalmente. Rachel tem que viajar até a antiga cidade depois da tragédia (ainda um pouco traumatizada) para esse evento no fim de semana. Depois de encarar o ex-namorado com a atual namorada que era a antiga amiga (arqui-piriguete-rival) que também fez parte do grupo na adolescência e todas as lembranças que a cidade trás de Jimmy, Rachel fica maluca precisando ir até ele. E onde é o único lugar que ele pode estar? No cemitério. E é lá que ela se mete no meio da noite/madrugada.

“Eu precisava dele agora, nesse momento, mais do que nunca; ouvir sua voz, ver aquele sorriso que estava sempre em seus olhos ao se voltarem para mim.”

E a partir dai tudo muda e fica confuso. Tanto para ela quanto para nós. Calma, vou tentar explicar.

Ela desmaia *ploft* e quando acorda *tcharam* tudo mudou! Tá, isso não pode ter explicado muito, porém  ainda tem mais. Jimmy está vivo! WHAT?!? Mas, como? A gente pira e os miolos bugam de vez! (E NÃO é spoiler, tá na sinopse, juro). Mas, vamos comemorar, né?! Esperança pra ela e pra ele, UHUU!  \o/

Não, não vai acontecer. Sabe por que? Porque ela tá noiva do Matt. Pasmem! E não para por ai: o pai dela não está como antes, ela tem tudo o que sempre sonhou e que antes de “desmaiar” feito a bela adormecida (que no caso dormiu, mas vamos fingir que ela desmaiou) não tinha conseguido… And ela não se lembra de nada desse novo presente em que está.

“(…) enfim descobri a única vantagem de ter amnésia (…) não havia arrependimento quando não estávamos deixando nenhuma recordação para trás.”

Não seria essa sua segunda chance? Aceita o presente, agarra ele e não larga mais. Só que esta perfeição, vida ideal, é bem angustiante visto que ela não se lembra de como tudo mudou daquele jeito. Dormiu demais? Tá sonhando? Viajou pra outro planeta? E nesse dilema ela fica sem saber o que quer: uma vida que ela lembra e tinha muito sofrimento? Ou uma vida que não fazia muito sentido apesar de estar tudo as mil maravilhas? Difícil escolha, né?

Mas, afinal será que Rachel tem escolha? Opa, levantei muitos questionamentos, mas você só vai conseguir responder todos eles lendo esse livro.

E, agora você pergunta (ou não, voce não é obrigado a nada, já entendi): Como esse livro me surpreendeu? E agora eu digo de uma vez: Houve essa grande reviravolta que fez eu me sentir imersa na bipolaridade, já que foi um tanto trágico e reconfortante ao mesmo tempo. Não teve o desfecho que eu queria no início, mas me deu bons motivos para aceitar o que me foi dado.

Espero que gostem dele e da lição final (realmente, depois de tantas questões a lição vai tá mais do que feita). Ahh, e é um livro bem humorado, dá pra rir também.

“Ele estava medindo a minha sanidade? Pessoas loucas não tomam chá?”


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