Resenhas

#Resenha Simplesmente O Paraíso (Série O Quarteto das Smythe-Smith) – Julia Quinn

Quem está de volta? Julia Rainha Quinn, isso mesmo! Porque quem manda sempre aparece.

Como se já não bastasse ser a criadora de Os Bridgertons, a pessoa ainda foi lá e criou outra série, a das Smythe-Smith, também conhecidas como as piores artistas da era passada e contemporâneas dos Bridgertons.

Temos 4 novos livros deste gênero tão adorado, já que A Editora Arqueiro fez o favor de lançar um box lindão cobiçado por muitos e alcançado por poucos. (fala sério, meu povo: Que caixa luxuosa é aquela, hein?)

Os livros trazem a história das Smythe-Smith *não me diga!*, que seguem a tradição de tocar em um musical a cada ano. À medida que uma casa a próxima solteira mais velha da família assume o posto. Ou seja, você teria menos chances de arranjar um marido que o resto da sociedade. Mas, pelo menos não estaria sozinha nessa.

O primeiro livro já me trouxe a sensação maravilhosa de estar saboreando novamente a escrita e os personagens da tia Julia depois de um grande período de abstinência desde que terminei os Bridgertons. Tentei ler lentamente, saboreando – levei 3 dias para terminar. *Tempo é relativo, meus caros.* Foi tipo nadar em chocolate. Foi uma delícia. Foi Simplesmente o Paraíso. E esse é o tema do primeiro livro.

Ele conta a história de Honória e Marcus. Ela é uma Smythe-Smith, e ele um conde best friend do irmão dela, Daniel. O início apresenta a infância dos dois, o que já me rendeu boas risadas. Mas, o tempo passa, o irmão da Honória sai nos tabefe com um cara poderoso e foge do país. Porém, ele deixa a tarefa de cuidar da irmãzinha dele para o Marcus. O MARCUS. *Pausa para respirar fundo.* Vou apenas deixar que Honória o defina.

“ – Você é alto, – continuou ela em um tom pensativo – atlético, inteligente e todas essas coisas que os homens devem ser.

Marcus percebeu que ela não falara que ele era bonito.

– Para não mencionar absurdamente abastado. Ah, e esse título também, é claro. Se você tivesse a intenção de se casar, com certeza poderia escolher quem quisesse.

Ela o achava feio?” (Não, querido Marcus, ela não te achava feio. Só pisou na bola mesmo.)

 

Marcus vai cumprindo sua tarefa de forma discreta, dando chá de sumiço aos pretendentes da Honória. Enquanto isso, na cabeça dela eles tem aquela amizade de “A gente nunca se vê, mas sabe que o outro existe e já está bom demais.” E até aí foi isso mesmo. Eles não estavam apaixonados. Ugh! E quem te disse que estariam?? A sinopse, né?! Eu sei.

Quando Honória começa a ficar desesperada, ela arma um plano para atrair nada mais, nada menos que o romântico incurável, lindo e educado Gregory Bridgerton. Exato. – Pelo visto, ele ainda não estava apaixonado pela nunca de uma tal loira. – O plano acaba sofrendo uma reviravolta bem complicada, divertida e dolorosa. Sabe quando uma borboleta bate as asas aqui e causa um furacão no Japão? Honória é a borboleta e Marcus o Japão.

Não vou dizer o que aconteceu, mas tudo resultou em muitas quebras de regras e delírios daqueles que você tem quando bebe muito.

Os protagonistas são ótimos juntos. Muitas atitudes dos dois mostravam mais igualdade de gênero do que era comum na época. Ela parece só aquela mocinha desesperada pra casar, mas se revela a verdadeira heroína. Determinada, prestativa, amorosa… além de azarada. Opa, era pra ser um elogio. Ele é realmente o mocinho na história, embora nem sempre pareça. Diferente dos Bridgertons, Marcus não faz o tipo libertino. Ele é bem tímido e não faz ideia de como ser romântico, mas sabe o que fazer quando o momento pede – entendedores entenderão, afinal estamos falando de uma história by Julia Quinn.

“Sussurravam sobre Marcus como se ele fosse o herói de um romance ou o vilão gótico e misterioso que precisava ser redimido.”

“Dar flores? Ele vira outros homens com flores. Mulheres gostavam de flores. Diabo, ele também gostava. Quem não gostava?” (Eu! Mas, vindo dele a gente aceita.)

Além disso, ele me encantou por ser tão fiel ao amigo e, embora fosse protetor, não foi controlador em relação à Honória. Foi o personagem que mais evoluiu mantendo sua essência, e a prova está nas suas últimas cenas. Arrasou, queridinho! Estou com dificuldades de me despedir de você. ~Não se váaaa…. não me abandones por favor…~

Julia Rainha explorou bem o período de descobertas de sentimentos, mas quando isso ficou claro tudo correu de forma bem rápida. Tipo, nos dois últimos capítulos o seu mundo vira e você fica ali de cara amassada no chão mesmo.

Também foi uma delícia rever personagens tão amados. Gregory amorzinho, Colin sedução e Lady Dunbury – vozinha casamenteira da bengala selvagem – estavam lá marcando presença.

“(…) Elas tinham a companhia de um belo homem com um brilho malicioso nos olhos verdes. Demorou um instante, mas pouco antes de ele ser apresentado, ela o reconheceu como Colin Bridgerton (…). O encanto dele era quase tão lendário quanto seu sorriso.”

Meu único ponto negativo foi os trechos que mostravam as meninas ensaiando para o musical. Elas falam demais, senhooor! ~Olha quem fala~  E os argumentos delas eram repetitivos então se tornou cansativo. Porém, nada que tire o brilho rosa do livro. Na verdade, não seria um ponto negativo, seria como só 1 ou 2 décimos a menos.

Espero que você não perca tempo para começar, porque a vida é curta demais para não conhecer Marcus Holroyd e Honória Smythe-Smith.

Diante de todas essas palavras, só tenho uma coisa a acrescentar: Livro 2, venha cá baby… Precisamos conversar.

P.S.: Me aguardem, a louca dos dreamcasts aqui vai atacar essa série em breve.

Se já tá curioso/a para ler esse fofura de livro, é só clicar na foto:

Créditos pela foto de capa: Instagram @fe_boechat


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