Resenhas

#Resenha A Casa das Rosas – Andréa Zamorano

resenha

Olá, meus friends!

Hoje vim mostrar pra vocês que nem só de zoação e piadinha vive o LiteraMente. Vamos falar do livro “A Casa das Rosas”, da brasileira portuguesa Andrea Zamorano.

Seria A Casa das Rosas uma estufa? Talvez. Um jardim? Com certeza. E temos um jardim lindíssimo nessa história. Mas, vamos ao foco.

O livro é um romance bem dramático com cara de poesia… mas sem poesia, entendeu? O cenário é o Brasil em uma época que o povo lutava pelas eleições diretas para presidente. Começa com o relato de como uma mulher, chamada Cândida, conheceu um carinha gente boa, se apaixonou e casou. Mas, nem tudo eram flores e em um determinado momento ele, um político rico, começou a rejeitar a esposa e em seguida a filha recém-nascida. Cândida agora tenta proteger a própria vida e da filha, mas acaba sofrendo um ataque. Esse trecho já foi doloroso pra mim, caiu um dilúvio aqui dos olhos da pessoa. (Moça, como que tu já começa um livro com um negócio desse?)

“Nunca mais manhãs ensolaradas, nunca mais passeios no parque, nunca mais riso de criança. Faz sempre muito frio aqui.” – Pág. 16

Daí, temos um salto no tempo, mostrando a vida da filha, Eulália, inocente sobre tudo e todos. Sequer tinha notícias da mãe. O pai se torna alguém cada vez pior a ponto de tomar uma atitude que me chocou até hoje.

Eulália precisa fugir e passa a assumir várias identidades enquanto é procurada, virando uma espécie de símbolo de alguém que fugiu de um político opressor para viver a liberdade e os sonhos. Até parece, né? Sonhando tava esse povo, já que ela tava comendo o pão que o diabo amassou. E amassou bem amassado, só pra constar.

Eulália chega a procurar a verdade sobre a mãe e a autora trouxe cenas fortes para esse momento, com relatos alternados em primeira e terceira pessoa que explicam o início do livro.

Além disso, não é propaganda enganosa: a casa tinha rosas, um jardim bem cultivado e segredos enterrados nele que eu não vou contar. ☆Cause two can keep a secret if one of them is dead

O livro traz um contexto político, com ar poético e inocente e um drama aterrorizante com palavras macias. Até hoje não me recuperei. Para quem gosta de uma história de verdade, que mexe com todo tipo de emoção,  precisa conhecer.

Jurei que pela sinopse teria algo bem fantasioso, e até teve uma pitada. Mas, foi tão leve que mal dá para perceber se era fantasia realmente.

O único ponto negativo que achei na leitura foi o fato de que as falas dos personagens não possuem travessão no início. São apenas parágrafos, então,  problemática como sou em me situar, eu tive que reler algumas falas para saber de que direção vinham. Travessões são os santos GPS’s da literatura. Mas, se até eu ne situei você também consegue. Não é algo que compromete a beleza da escrita, ok?

Sabe a história do “só mais um capítulo?” Pois é. Sou uma vítima eterna. Li o livro inteiro em uma tarde. Calma, ele não é tão curto – 175 páginas – e nem eu sou o papaléguas da literatura. Mas, apesar de me assustar por um ângulo, a história me prendeu e só larguei quando terminei.

A autora mora em Portugal e tem nome de turista mas é brasileiríssima (não tem como fugir). A Andrea já lançou A Casa das Rosas em Portugal pela editora Quetzal e agora é a vez da terrinha, através da editora Tinta Negra. O livro já ganhou prêmio de Livro do Ano pela TimeOut Lisboa e tudo, viu?

Para comprar o livro clique aqui:

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Recebemos o livro e o marcador da Agência Oasys Cultural. Para conhecer mais o trabalho dessa equipe super da hora, aqui estão os links:⁠⁠⁠⁠

Por Lua


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