Resenhas

#Resenha Psicose – Robert Bloch

Hello, guys!

Sim, meses se passaram e eu não aprendi a cumprimentar as pessoas de outra forma.

Minha última leitura completa foi bem sombria, no inicio do ano. Se você quer saber o motivo de só agora eu escrever a respeito lá vai: Quebrei meu pc, fiquei em deprê literária, e não consegui mais terminar de ler ou escrever nada até este exato momento. Não que alguém queira saber, mas estou na fase Netflix.

E foi através dela que resolvi assistir Bates Motel, a série que conta a adolescência, o início da psicose, de um dos psicopatas mais famosinhos da história: Norman Bates. Não sei o porquê de eu ter demorado tanto tempo pra assistir essa lindeza na Netflix. Cruel, pesado, mas cativante e isso deveria ser preocupante. Falar de Psicose é falar de Norman Bates, não apenas do livro ou da série ou do filme. A arte é o próprio personagem.

Após uma maratona da série resolvi ler o clássico Psicose – ou Psycho, título original que soa bem melhor aos meus ouvidos metidos a gringos – do autor Robert Bloch e inspiração para a série Bates Motel. Então, vamos ao que interessa, né non?

Porque ele se tornou um psicopata?

Norman foi criado por um pai violento e por Norma, uma mãe possessiva, dominadora, traumatizada e instável. Viver os próprios traumas e a tendência genética a ter problemas psicológicos levou o menino à loucura.

Qual é exatamente o problema do Norman?

Ele desenvolveu um probleminha “super de boa” chamado “Transtorno Dissociativo de Personalidade – TDP”, onde a pessoa possui personalidades distintas, como se se transformasse em pessoas completamente diferentes dependendo de fatores externos que “ativam” cada personalidade. Deixa eu desenhar: Existia o Norman adolescente normal. Existia o Norman possessivo. Existia o Norman-Norma. Então, ele estava lá de boa sendo um garoto doce e ingênuo. Quando ficava com ciúme da mãe se tornava possessivo e irracional. Quando se sentia em perigo ele “se transformava” na mãe, agindo como ele achava que ela agiria para protegê-lo, ou seja, matando a pessoa – pois é isso que mães fazem. Na mente dele, aconteciam diálogos enlouquecidos entre os 2, quando na verdade era apenas ele mesmo falando com a “personalidade” da mãe que criou na própria cabeça. Quando voltava ao seu estado normal ele não lembrava o que tinha feito, acreditava que havia sido a mãe louca.

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Certo, mas e o livro?

No livro Norman já tem mais idade que na série e dirige o Bates Motel sozinho. Acontece que numa noite chuvosa uma mocinha nada inteligente resolve se hospedar lá, fugida, depois de largar o emprego com o dinheiro do poderoso chefinho pra encontrar o “love”. Perdida ela chega lá e Norman a recebe com toda a simpatia de um psicopata treinado. O livro foca nessa noite, em como Norman lidou com a presença da moça e na busca que a irmã dela, o noivo e um detetive fazem para encontra-la. Temos diálogos mentais do Norman e cenas icônicas do cinema de arrepiar. A aparência de Norman é bem diferente da série ou no filme, mas a psicopatia foi lindamente representada pelo fofo do Freddie Highmore. Li o livro e reconheci nas páginas todas as pequenas manias que o ator mostrou na série e que quando assisti antes não percebi. E o olhar que ele dava quando ficava possuído pela personalidade da mãe? Com sangue nos olhos (o olho dele escurece, atentem a isso) e aquele sorriso, “aquele maldito sorriso”? Arrepia! Tem sensação melhor que essa pra um leitor? Tem não, nem venha.

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Achei brilhante a construção do personagem na série, os fatos explicam muitos comportamentos do Norman do livro, apesar de ter fatos que cronologicamente não deveriam estar na série. O livro é um clássico, focado em um curto período de tempo, simples e profundo. Senti horror pelo comportamento doentio, insano. Alguns personagens escaparam da morte só pela misericórdia do Norman-normal. Mas, ao mesmo tempo senti pena, pois era uma condição mental que ele não tinha culpa e nada, nem médicos, nem remédios, eram capazes de mudar a situação. Vou explicar o motivo: Embora, o Norman-normal desejasse isso, o Norman-Norma era um psicopata que agia friamente para conseguir o que quer: inclusive enganar a todos com perfeição. Então, o Norman-normal estava preso a isso. Alguém chora comigo, prfv?

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Foi incrível e pra dizer tudo eu teria que escrever umas 2 resenhas. Super indico IMPLORO que assistam a série e em seguida leiam o livro. Vou deixar aqui esse olhar de parar o coração pra te convencer….

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